Por que ter um blog? Não sei.
Por que escrever? Também não sei.
Eu só sei que escrevo. Escrevo bobagens, besteiras, coisas absurdas, coisas sérias, coisas engraçadas, coisas importantes e também as completamente inúteis. Eu escrevo, ué. Há quem diz que escrevo mal, há quem diz que escrevo bem, mais ou menos, ou que dá para o gasto. Eu até que me importava antes, mas hoje, não, hoje não mais. Eu escrevo para viver, e vivo para escrever.
E se nessa vida, uma pessoa, somente uma, me disser que minhas palavras são importantes para ela, enquanto o resto do mundo me criticasse, eu escreveria para ela, e somente para ela.
Mas chega de filosofia, vamos às apresentações porque senão fico com fama de mal educadinha.
Daniela Katalyloa, prazer.
Vulgo, Katalyloa, mas pode ser Kata, Katinha, Amor, vocês decidem, rs.
Bom, I’m gay, deeer, nem da para perceber né? E não somente por isso, mas por isso também, a maioria dos posts, sendo artigos, contos, histórias, serão dessa temática. Espero que gostem, e se não gostarem, criticas serão sempre bem vindas. Mas não peguem muito pesado, porque isso magoa, ta?
kata_alyloa@hotmail.com
Catching Elephant is a theme by Andy Taylor

Depois de seguir viagem, eu andei pensando se subiria o país ou se desceria. Como estávamos próximos do inverno, decidi descer, adoro frio, e passar por locais frios me deixa animada. Parei em mais algumas cidades pelo caminho, mas sem nada de especial na cabeça, só para comer, abastecer a Princesa, tomar um banho, e descansar um pouco. A cada parada, eu dava um jeito de manda um sms nem que fosse com um “oi” para a Margarida, ela havia me encantado imensamente, não conseguiria realmente deixar aquela cidade sem nunca mais ter, nem que fosse o mínimo contato com ela.
“Oi gatinha, estou em uma nova cidade, mas olha preciso dizer, o café daqui nem se compara com o seu. Se é que você me entende =P. Beijão”
“Só você mesmo pra dizer essas coisas, ai, ai, como anda sua viagem? Conhecendo pessoas interessantes?”
“Se quer saber se conheci alguma menina, a resposta é não, não estou viajando para isso, você foi uma surpresa, e uma surpresa ótima”
“ Sei…”
“To falando sério, sonho com você quase todas as noites, se não pensasse em você, teria te mandado mensagem? Já que foi você que me deu o número, você não sabia o meu.”
“É você tem razão, mas não estou te cobrando nada, sei que você é uma aventureira da cidade grande, e eu a mocinha do interior. Somos incompatíveis.”
“Nossa, se somos incompatíveis, me diz o que foi aquilo na lavanderia da sua mãe, porque meu Deus, aquilo pra mim foi bem compatível. Rsrs.”
“Boba. Agora vou voltar ao trabalho. Beijos e se cuida.”
“Beijo gatinha.” – “Ah, estou com saudades da nossa incompatibilidade.”
“É uma tonta mesmo. Tchau.”
Era assim com freqüência, eu realmente adorava conversar com ela, mesmo que fosse por mensagem, aquela pequena “proximidade” me deixava contente.
Voltando à estrada, segui viagem sem rumo, até que vi aquela placa na rodovia me apontando Curitiba, ta aí uma cidade que sempre quis conhecer, então segui em sua direção contente sem saber o que estava me esperando.
Ao chegar à cidade, não me surpreendi nada, era tão bonita quanto imaginava. Mentira vai, me surpreendi sim, era até mais bonita do que pensei. Resolvi dar uma volta por ela e então me toquei que ia passar um pouco de frio, já que tudo que tinha a mochila que estava nas minhas costas.
Andando daqui e dali, perguntado para um e para outros, cheguei ao shopping mais perto de onde eu estava, Park Shopping Barigui, um shopping bonito, bem dividido e espaçoso.
Dei uma volta por ele, comprei umas roupas de frio, uma mochila maior, porque a minha iria ficar pequena para tanta roupa, e claro que não pude deixar de parar em uma cafeteria e tomar o meu tão querido café.
Antes de sair, conversei um pouco com a atendente sobre os hotéis da cidade.
- Oi, me desculpa, você sabe me indicar algum hotel bom na cidade?
- Olha moça, hotel aqui é o que não falta, o que você procura especificamente?
- Um lugar confortável para tomar banho, dormir, e comer talvez.
- Quanto tempo pretende ficar na cidade?
- Nossa, pior que não sei.
- Olha, aqui perto tem o Parque Barigui Hotel, tenta lá, quem sabe gosta do local.
- Ok, obrigada. E tenha um bom dia.
Sai do shopping seguindo o caminho que a moça do café havia me indicado, quando cheguei no hotel vi que era uma franquia do Mercure, isso logo me interessou, já que sei que é um ambiente bom, bonito e barato.
Estacionei a Princesa, e entrei na recepção para me hospedar.
- Oi, boa noite, meu nome é Gabriela, gostaria de saber se tem vaga aqui no hotel.
- Boa noite senhora Gabriela, eu sou o Pedro, mas então, sinto lhe informar que não temos mais vagas, ontem chegou uma grande quantidade de turistas na cidade devido a um evento que terá na região e isso fez com que todos os hotéis da cidade ficassem cheios.
- Nossa, sério isso?
- Sim, infelizmente é sério.
- Não tem nenhuma outra opção por aqui?
- Olha, não quero parecer grosseiro, mas acho que além de hotéis, a senhora pode procurar vaga em algum hotel paralelo.
- Hotel paralelo?
Nesse instante entra uma moça interrompendo a conversa.
- Eu acho que você poderia ficar em algum chalé na área metropolitana da cidade.
- Hmm?!
- Chalés pelas redondezas – Disse ela rindo.
- Por mim tudo bem, você pode me ensinar o caminho?
- Posso sim, você vai pegar essa rua até o final e virar a direita no semáforo, depois de três ruas pega a direita de novo…
- Me perdi já, sou péssima em senso de direção.
- Acontece.
- Desculpa, nem me apresentei, me chamo Gabriela e você?
- Marcela, prazer. – Ela me estendeu a mão, mas como boa paulistana que sou, me inclinei para o beijinho no rosto, claro.
- Marcela, posso te fazer um pedido?
- Sim.
- Seria pedir demais para que você me leve até o local, prometo que depois te trago de volta para cá. Isso claro que se ninguém do hotel se incomodar.
- Eu já estava de saída. Mas não sei se devo, me desculpa é que…
- Bom, se estiver preocupada com sua segurança, eu acho que não apresento preocupação nenhuma, mas na verdade, eu ia pedir mesmo para você pegar um taxi até lá e eu iria o seguindo com a moto. Pode ser?
- É, acho que pode, só um minuto.
Ela então saiu de perto e pegou o celular, fez uma ligação que demorou mais ou menos uns 5 minutos e depois voltou dizendo que podíamos ir. Era só esperar o taxi chegar.
Esperamos alguns minutos em silencio e ainda bem que o taxi chegou rápido, porque eu já estava ficando constrangida, ela entrou sorriu timidamente e entrou no carro, eu subi na moto e coloquei o capacete, fiz que sim com a cabeça e o taxi seguiu em frente e eu o seguindo de perto.
Depois de um tempo rodando, chegamos a uma estrada com a placa indicando Joinville, e eu pensando que ia ficar em Curitiba, mas pouco tempo depois de avistarmos a placa que indicava a próxima cidade a 18 km, o taxi parou e a porta de trás se abriu.
- Olha, eu conheço esse hotel, todos dizem que é muito bom, eu acho que você vai gostar daqui.
- Bom, me parece lindo daqui. Acho que vou gostar sim.
Meu celular vibrou e vi que era uma mensagem da Margarida, pedi um segundo para ler e responder.
“Como anda sua aventura, já parou em algum lugar?”
“Cheguei em Curitiba mais cedo, fiz umas compras porque aqui ta um friozinho bom, mas ainda não achei lugar para dormir, pelo que entendi, os hotéis estão cheio por causa de um evento, uma moça do hotel veio me mostrar um outro hotel fora da cidade, espero que tenha vaga.”
“Moça do hotel é?”
“Ei, nada de ciúmes bobos, rsrs, quando eu estiver me instalado te mando mensagem, beijos.”
“Tudo bem, beijo.”
- Mãe ou Pai preocupados? – Perguntou ela.
- Não, é uma… amiga.
- Hmm
- Vamos comigo?
- O que?
- Vamos comigo até a recepção?
- Ah sim, claro.
Ela foi andando na frente e eu a seguindo de perto, fiquei analisando a moça por uns instantes e ela era bem bonita pra ser sincera, não essas belezas que vemos por aí, toda arrumada, e maquiada, mas uma beleza simples, modesta, no fundo, bem mais interessante.
Acho que ela reparou que estava sendo observada, porque olhou para trás e rapidamente se virou novamente, pode ser impressão, mas acho que a vi enrubescer no momento que percebeu estar sendo olhada por mim.
Entramos na recepção e antes que eu pudesse falar, ela falou por mim.
- Oi, boa noite, sou a Marcela do hotel Mercure, essa aqui é a Gabriela, ela chegou na cidade hoje e não encontrou vagas nos hotéis, eu a trouxe até aqui com a esperança de que vocês tenham vagas.
- Boa noite Marcela, boa noite Gabriela, sou a Nicole, temos vagas sim, mas não mais nos apartamentos, só chalés, pode ser?
- Pode ser sim, obrigada, nessa altura até albergue eu aceitaria. – Disse rindo.
- Pode me dar um documento com foto por favor?
- Aqui. – Disse estendendo a mão e entregando a carteira de motorista para ela.
- Só um minuto enquanto faço seu cadastro.
- Ok. Marcela, obrigada por me trazer até aqui, não tenho nem como agradecer.
- Imagina, não foi nada.
- Assim que ela terminar o cadastro, eu levo minhas coisas para o chalé, volto com você e te deixo na sua casa, tudo bem?
- Não precisa se preocupar, eu peço pra ele me levar direito, a corrida é fechada.
- Não, faço questão de te levar…
- Senhorita Gabriela, já fiz o cadastro, a forma de pagamento será como?
- Cartão, aqui.
Depois de tudo acertado, fui até o chalé, deixei minhas coisas e voltei para a recepção onde Marcela me esperava, entrei no taxi com ela e fomos conversando até o local indicado por ela para deixá-la.
Me despedi e agradeci novamente pela gentileza feita por ela, desci também do taxi e resolvi dar uma volta pela cidade.
- Vi que decidiu ficar um pouco mais por aqui. Pensei que estivesse cansada.
Olhei para trás e vi que Marcela estava andando ao meu lado.
- Olá, não estava indo para casa?
- Estava, mas fiquei pensando, “O que uma turista vai fazer sozinha andando por aí?”, ai decidi vir te perguntar.
- Hmm, eu só vou dar uma volta, não sei, talvez comer algo, e depois voltar ao chalé, não estou muito cansada, mas um pouco sim.
- Entendi, e gosta de comer o que?
- Comer não sei, mas adoro café.
- Vem, vou te levar para tomar café.
Ela me levou a uma cafeteria que eu nem prestei atenção no nome, afinal estava mais interessada nela, algumas de vocês vai pensar, “Mas e a Margarida?”, bem, a Margarida está muito longe, e não é esse tipo de interesse, eu não sei por que, mas a Marcela me chamou a atenção.
Conversamos um pouco, e tive certeza de que ela era uma moça tímida, mas também era bem sociável, as vezes eu fazia uma piadinha e ela ficava rubra, ai eu ria dela e ela ria sem graça.
Depois de conhecê-la um pouco mais, tive certeza de uma coisa. Marcela era gay. Isso é muito interessante. E não foi ela que me contou, percebi isso pela forma como agia, vários homens a olhando, e ela os ignorando, alguns tentavam se aproximar, e ela educadamente os cortava, não havia sinal de aliança de compromisso em sua mão, e nem de casamento, ela não comentou nenhum namorado, noivo, marido, e também percebi que meu sorriso a agradava mais do que um convite de um rapaz para pagar-lhe algo. Bingo. Marcela era gay.
O que tem isso? Nada.
Afinal, não viajo a procura de meninas gays, mas foi uma coincidência bem interessante, ah isso foi.
A deixei onde disse que morava e na despedida, novamente te dei um beijo no rosto, esse um pouco mais demorado, percebi sua bochecha ficar quente, sorri para ela e sai andando em busca de um taxi.
Já de volta ao meu chalé, eu tomei um banho rápido, me joguei na cama e mandei mensagem para a Margarida.
“Oi, já estou hospedada e deitada. Já dormiu?”
“Oi, que bom que achou um lugar, ainda não, estava esperando para ver se você mandava mensagem, fiquei preocupada de você não achar um lugar.”
“Oun, que fofo, mas nãos e preocupa, achei e já me instalei, um lindo lugar por sinal.”
“Foi a sua nova amiga que te ajudou?”
“Foi sim, e depois demos uma volta ela me levou em um café, ai foi pra casa e eu vim dormir.”
“Café é?”
“Mente suja, uma cafeteria, você sabe que eu adoro cafés.”
“Sei sim, to brincando com você. Claro que fico imaginando se você não sai com varias meninas de varias cidades, mas acredito quando você diz que não saiu com mais nenhuma menina. Mas se sair, não se preocupe, eu só falo isso por falar, sei bem a nossa situação.”
“Ok, se alguma outra forasteira aparecer aí, ou forasteiro e você se interessar, me conta também, viu?”
“ Rsrsrs, pode deixar. Boa noite e dorme bem”
“Boa noite também, e sonhe comigo”
“Sonho quase sempre, beijos”.
Fiquei ainda um tempo deitada na cama pensando na vida, pensando na Margarida, e de repente a Marcela entrou em meus pensamentos, eu sorri ao lembrar dela sempre vermelha cada vez que eu dizia algo. Tive que afastá-la de meus pensamentos para poder analisar os fatos. Fazia mais de um mês que eu havia conhecido a Margarida, nós tivemos um momento ótimo, mas e depois? O que nós tivemos depois? Não sei bem a resposta. Sei que nos falamos sempre, que eu gosto quando ela me manda mensagem contando uma novidade, mas acho que é isso. Nenhuma de nós falou nada mais sobre aquela noite, não conversamos sério sobre esse assunto, então no fundo acho que eu e a Margarida somos amigas. Sendo assim, ah, sendo assim nada, achei melhor dormir do que ficar pensando demais.
No dia seguinte pela manhã, tomei um banho renovador, fui até o restaurante do hotel, tomei um belo café da manhã, peguei a Princesa e fui para a cidade, lá chegando fiquei pensando no que faria e decidi ver a Marcela, afinal eu tinha que agradecer a hospitalidade voltada a mim. Passei em uma loja de doces, comprei uma caixa de bombons e fui levar para ela no hotel. Foi um grande impulso, já que não sabia se ela trabalhava todos os dias, o horário, se poderia falar comigo, mas mesmo assim, fui.
- Olá, bom dia, sabe me dizer se a Marcela está?
- Bom dia, quem gostaria?
- Ah, me desculpa, meu nome é Gabriela, eu sou uma… amiga dela.
- Entendo, bem, a Marcela só entra as 13 horas.
- Ok, muito obrigada.
Como ainda era manhã, tive que passear um pouco pela cidade até dar o horário de encontrar a Marcela. Não que isso me fosse algum sacrifício, a cidade era linda, e eu estava adorando conhece-la, mas no fundo estava mesmo era ansiosa para encontrar com a Marcela, queria vê-la novamente, não, mas estava com essa necessidade de falar com ela.
Depois de rodar por quase 4 horas e praticamente conhecer a cidade inteira, voltei para a porta do hotel e ainda consegui chegar antes das 13 horas para ver se conseguia pegá-la chegando.
Dito e feito foi exatamente o que aconteceu. Não demorou muito e a vi atravessando a rua em minha direção. Ao me avistar, percebi que uma vermelhidão já se apossou de sua face, o que me fez sorrir encantada.
- Oi, o que faz aqui?
- Bom, vim agradecer pelo que fez ontem por mim e também pela companhia.
- Mas você já havia feito isso ontem.
- Sim, mas não formalmente.
E entreguei-lhe a caixa de bombons. Ela ficou envergonhada, mas aceitou o singelo presente, na verdade acho que não recusou por educação, vi que ela realmente ficou sem graça pelo meu ato.
- Não precisava.
- Sim, mas eu quis.
- Então muito obrigada, se quiser almoçar comigo, eu deixo você comer alguns.
- Isso foi um convite?
Ela quase teve um ataque nesse instante, sei que se ela pudesse, cavaria um buraco e se jogaria nele só para não olhar para mim, o que estava realmente me divertindo muito, eu estava encantada pela aquela timidez toda.
- Calma, estou brincando, não precisa explodir.
- Hm, não ia explodir, você é muito exagerada.
- Sou só um pouquinho, mas é charme.
- Charme… Sei. Olha, preciso entrar se não me atraso.
- Ah, desculpa, não quero te atrapalhar, obrigada de novo.
Sai andando para voltar a cidade e dessa vez fazer um passeio turístico mais calmo, com guias e tudo mais, quando a ouvi me chamando.
- Gabriela…
- Sim?!
- Saio as 16 para fazer minha hora.
- Ah, as 15:55 estarei aqui.
Sai de lá super contente pela indireta que ficou no ar, ela estava começando a se soltar, timidamente, mas estava, isso era bom, acho que eu estava ganhando sua confiança aos poucos. Não que eu fosse me aproveitar disso, mas era bom.
Como não ia dar tempo de fazer muita coisa, e eu já tinha dado uma volta pela parte da cidade que eu havia conhecido, eu decidi passar pelo shopping e comprar umas coisinhas.
As 16 horas voltei para o hotel e a Marcela já estava esperando na porta.
- Pensei que estaria aqui as 15:55.
- Sim, mas tive uns imprevistos, fui comprar umas coisinhas, fui deixar no chalé e me atrasei na volta.
- Mas pelo jeito não deixou tudo lá, ou comprou mais coisas.
- Não, isso aqui é pra você.
- O que é?
- Toma.
- Um capacete?
- Sim, sobe aí.
- Só se eu pilotar.
- Rum, você sabe?
- Sei.
Ela respondeu com cara de quem estava me desafiando, eu então joguei a chave para ela e passei para a garupa, ela subiu na moto e arrancou, minha surpresa foi a de que ela sabia pilotar, percebia-se que faltava pratica, pode não pilotar com freqüência, mas não fazia feio não.
Ela parou a moto de frente a um portão, e desceu da moto, eu fiquei lá sem saber o que fazer, já que ela não tinha dito nenhuma palavra.
- Você vem?
- Hmm?
- Eu volto para a casa na minha hora pra fazer um lanche ou algo ficar sem fazer não, já que a distancia é pequena, melhor do que ficar no hotel não é mesmo?
- É verdade.
Desci da moto, pedi licença e entrei pelo portão que ela havia aberto, nós entramos em sua casa e ela me perguntou se eu estava com fome, disse que não, e era verdade, eu andava comendo muita besteira esses dias, então ela foi para a cozinha e me chamou para podermos conversar enquanto fazia um lanche. Depois ficamos conversando até ela terminar de lavar a pequena louça usada, e fomos até a sala.
- Mora aqui com quem?
- Com meus pais e minha irmã.
- Hmm, e onde eles estão?
- Todos no trabalho.
- Você trabalha no hotel a muito tempo?
- Algum tempinho.
Eu fui surpreendida quando ela chegou um pouco mais perto e levemente encostou seus lábios nos meus, eu então fechei os olhos para acompanhá-la e nos beijamos lentamente, ela vinha sem jeito, um beijo envergonhado, sua língua lentamente entrou em minha boca, e o beijo se tornou mais forte, mas ainda sem graça da parte dela, percebi que no meio do beijo ela sorria, sorriso de timidez entre beijos é algo encantador, não acham?
Ela foi se afastando e me deixou ali sentada querendo sentir de novo o gosto dos seus lábios.
- Eu pensei que não teria coragem de fazer isso.
- Que bom que fez.
- Fiz porque achei que você não ia fazer.
- Você não sabe o quanto me controlei desde que te vi.
- Posso te perguntar algo pessoal?
- Pode.
- Você tem alguém?
- Olha, não irei mentir para você, não sou casada, nem namoro com ninguém, mas tem uma menina e gosto muito.
- Hum. Isso significa o que?
- Não sei ao certo.
Terminei essa frase dando um sorriso sem graça, porque eu realmente não sabia o que se passava entre mim e Margarida.
Ela olhou para o relógio e levantou dizendo que já era hora de voltar para o trabalho. Eu me levantei também e fomos para a porta, fiquei meio receosa de ela não querer mais falar comigo, mas me enganei quando ela falou assim que passamos pelo portão.
- As chaves.
Eu ri e entreguei para ela.
No trajeto fomos conversando entre gritos sobre coisas banais, em um certo momento ela foi obrigada a desviar rapidamente de um carro que cortou nossa frente e eu a segurei forte pela cintura, senti seu corpo todo estremecer na frente do meu, então para me divertir um pouco, eu continuei segurando e vez ou outra apertava um pouco para ver sua reação.
Todas foram iguais, a cada movimento de meus dedos em sua cintura, seu corpo tremia e me mostrava que eu mexia com ela.
Chegamos no hotel e ela me estendeu o capacete ao tirar.
- Não, é seu.
- Como assim?
- Comprei para você usar, então é seu. Fica com ele de lembrança por quase ter me matado naquela curva ali atrás.
- Exagerada mesmo você ein. Amanhã estou de folga, quer conhecer a cidade pelos olhos de uma moradora?
- Claro, eu ainda não fiz nenhum turismo pela cidade.
- Ótimo, eu te levo para passear.
- Ok, mas eu piloto.
- Nossa, nem fui tão mal assim.
- Não, mas confio mais em mim.
- Tudo bem, eu aceito.
Ela então me virou as costas e entrou no hotel, eu acelerei e fui embora para o chalé tomar um banho e descansar um pouco. Não sei por que, mas estava morrendo de sono, e queria dormir pelas próximas 15 horas, já que tinha a impressão de que ela iria me deixar muito cansada amanhã.
Cheguei ao chalé e mandei uma mensagem para a Margarida dizendo que a cidade era linda e que eu estava me gostando muito de lá. Ela respondeu que estava muito contente por eu estar me divertindo, e que esperava que a viagem só tivesse coisas boas. Eu me despedi na próxima mensagem, e disse que ia dormir cedo aquele dia, pois no dia seguinte iria fazer um passeio turístico. Ela então me deu tchau também e eu fui para o meu banho relaxar.
Durante o banho não parava de pensar no beijo de Marcela, seu sorriso em minha boca, e depois seu corpo tremulo ao contato do meu. Aquela menina ia me deixar perdida, isso me era mais do que óbvio. Sai do banho me troquei, e logo adormeci.
Não me recordo bem, mas acho que sonhei com Marcela, mas o sonho era completamente abstrato, eu não me lembrava de nada, só de alguns flashs que vinham e iam sem sentido algum.
Me arrumei apressadamente e fui até a porta da casa dela esperá-la, fiquei um tempo aguardando a donzela, e logo em seguida ela aparece com um sorriso tímido nos lábios e o capacete nas mãos.
- Pronta?
- Sim, vamos?
- Vamos.
Subimos na moto e ela foi me indicando qual caminho seguir, eu virava a cada rua indicada, e a cada ponto turístico que passávamos ela me contava o que sabia sobre ele, e as vezes eu me atentava a tirar algumas fotos dos que mais gostava.
Depois de passarmos quase o dia todo passeando, nos tocamos que nem havíamos parado para comer, então decidi que iríamos jantar no lá no restaurante do hotel fazenda.
Partimos rumo ao chalé e foi ela que dessa vez me segurou mais forte, já que na BR eu acelerei um pouco mais. A aproximação do seu corpo junto ao meu me liberou uma sensação maravilhosa e eu claro não diminui nem um pouco a velocidade para não correr o risco dela me soltar.
Mas como tudo o que é bom, dura pouco, chegamos logo ao local e ela infelizmente descolou seu corpo do meu.
Descemos da moto e fomos até o restaurante, um belo restaurante por sinal, nos encaminhamos até a mesa mais próxima, e fizemos nosso pedido quando o garçom veio nos atender, eu pedi um prato de strogonoff de frango e ela um prato de risoto de filé mignon, para beber o garçom sugeriu um vinho tinto suave, e qual não foi minha surpresa, a mocinha não bebia bebida alcoólica. Achei fofo, e ri, eu então pedi uma taça e ela um suco.
As horas passaram voando entre o jantar e as conversas. Aos poucos via que sua timidez dava cada vez mais espaço para ela se sentir a vontade comigo.
Saímos do restaurante duas horas depois de termos chegado, e nos encaminhamos ao meu chalé, eu precisava de um banho, e trocar de roupa antes de levá-la de volta para casa.
Abri a porta, dei passagem para ela, entrei e fechei a porta atrás de mim. Vendo seu corpo de costas pra mim olhando para o chalé, eu não resisti, a puxei pelo braço, encostei seu corpo na porta e a beijei demoradamente, dessa vez eu não fui pega de surpresa e sim surpreendi, minha língua penetrava sua boca lentamente e massageava a sua que também se movia de acordo com o momento.
Ficamos nos beijando por um longo tempo, até que lembrei que não poderia ficar ali a beijando para sempre. Me afastei lentamente e com medo da resposta a convidei para um banho, já que ambas havíamos ficado na rua o dia todo, ela de inicio não respondeu, eu então a segurei pela mão e fui andando em direção ao banheiro, ela sem graça sorriu e fez que sim com a cabeça. Eu então liguei a hidro e deixei a água tomar conta da banheira.
Voltei em direção dela e segurei suas duas mãos agora, a puxei para mim, e voltei a beijá-la, ela foi tomando mais liberdade, e dessa vez suas mãos passearam pela minha cintura, eu me desvencilhei do beijo para desligar a água, e ela me virei para ela convidando para a banheira com os olhos.
- Você pode virar um pouco?
- O que?
- Pode virar para eu tirar a roupa.
Eu ri gostosamente e me virei, fiquei um tempo de cabeça baixa, até que decidi levantá-la, e tive uma surpresa maravilhosa, o vidro do Box era refletivo e dava para ver parte de seu corpo sendo desnudo pela própria.
A vi terminar e entrar na água, mas mesmo assim me mantive virada até que ela falasse.
- Pronto.
- Você é uma figura, sabia?
- Não sei por que diz isso.
- Porque você é. Posso entrar aí.
- Pode sim.
Eu então comecei a tirar a roupa, e vi que ela discretamente abaixou a cabeça, sorri de leve e entrei na água de frente pra ela.
Não fiz nada, só deixei ela ficar ali, sentada na banheira de frente pra mim, não quis forçar a barra e nem assustá-la, eu não a desejava só carnalmente, eu realmente tinha gostado dela, e não queria apenas ter um momento e pronto. Então puxei um assunto qualquer e ela se soltou depois de algum tempo. Lembrei que não éramos peixe e nem sereias então não podíamos continuar mais tempo dentro da água, levantei e vesti um roupão que estava pendurado no suporte.
- Só um minuto.
Sai do banheiro e logo em seguida voltei com outro roupão.
- Vem, eu fecho os olhos.
Ela se levantou e eu com os olhos fechados estendi o roupão para que ela vestisse e ficasse mais a vontade.
Então fomos para a sala, eu acendi a lareira, e sentamos no sofá uma de frente para a outra e ficamos conversando ainda de coisas banais, rindo um pouco, de vez em quando esbarrando uma mão na outra, trocando olhares, e logo em seguida voltando a conversar.
Ela então se aproximou de mim e ficou me olhando fixamente, eu fui em direção dela, e antes de beijá-la, fiquei também a observando, nossos narizes quase se encostando, nossas respiração completando uma da outra, até que não resisti mais e a beijei. Comecei com um beijo leve, depois fui acelerando, e então desci pelo seu pescoço enquanto passava a unha lentamente pela sua nuca. Ela se inclinou em meu ombro e eu ouvia seu gemido baixinho. Continuei com os beijos, fui até a orelha e falei quase num sussurro.
- Quero te sentir arrepiar que nem na moto.
Nem precisei fazer nada depois, ela tremeu toda em meus braços apenas com as palavras em seu ouvido. Eu então afrouxei seu roupão e passei as unhas pelas suas costas, a senti arrepiar, a ouvi gemer e senti suas unhas cravarem em minhas costas.
Adorei a sensação, e continuei a deslizar as unhas pelo seu corpo, mas agora eu descia beijando seu pescoço, seu ombro, a inclinei e beijei seu colo, ela deixou seu corpo cair para trás e eu aproveitei a posição para apreciá-la um pouco, logo em seguida, me inclinei sobre ela, a beijei, e desci passando a língua pelo seu colo, seu corpo se contorcia em alguns espasmos leves e eu continuava sem me fazer de rogada, me posicionei diante de seus seios, e os beijei carinhosamente, primeiro um, depois o outros, então passei a língua levemente pelo bico que estava completamente rijo, o que a fez estremecer e soltar um gemido alto, eu sorri e chupei seu seio com vontade. Passeava entre um e outro, me dividia entre leves lambidas e algumas sugadas mais quentes, suas unhas penetrava minha pele, de forma que eu tinha certeza que não podia parar naquele momento.
Desci beijando sua barriga, passando a língua por todo o trajeto até que me deparei com seu sexo molhado, convidativo, atraente, a olhei e percebi que mesmo sem falar, ela queria que eu continuasse.
Desci até sua coxa e dei algumas pequenas mordidas, seu corpo se contorcia e eu continuava a provocá-la. Me inclinei um pouco mais diante de seu sexo, passei minhas unhas por sua coxa, e deixei minha respiração quente entrar em contato com o seu sexo excitado. Ela gemeu alto e antes mesmo de se acalmar eu passei a língua pelo seu sexo molhado, ela envergonhadamente abriu um pouco mais as pernas, e eu com aquele movimento convidativo mergulhei em suas pernas com vontade e desejo, passei a língua por varias vezes em seu sexo, até que me ative ao pequeno nervo intumescido de desejo, o coloquei na boca e chupei demoradamente, fiquei ali presa ao local de seu prazer por alguns minutos, até que novamente deslizei a língua por toda a parte convidativa. Eu ora chupava ora lambia seu sexo até que senti seu corpo começar a tremer levemente e ir aumentando o ritmo até que os espasmos vieram fortes e um gemido alto ecoou pelo chalé.
Tirei a boca daquele pote de mel, e subi lambendo sua barriga, seios e colo, até que encontrei sua boca e a beijei para que ela pudesse sentir seu gosto maravilhoso. Sua respiração ainda ofegava quando eu deslizei minha mão pela sua pele e a penetrei de vagar, ela inclinou seu corpo pressionando o meu, e eu ainda a beijando mexia meu dedo dentro de seu sexo quente e molhado, ela ainda não tinha relaxado completamente, eu sabia que ela poderia me dar mais, muito mais, então para incentivá-la, comecei a retirar meu dedo de dentro dela.
- Não…
- Não o que? – Falei entre risos.
- Não para.
- Ué, não está bom já?
- Não, continua…
- Só se você se virar.
A ajudei a virar de bruços, e me posicionei ajoelhada entre suas pernas, sua bunda arrebitada devido à posição me deixou mais molhada do que eu já estava. Eu me inclinei sobre ela, e arranhei seu corpo levemente, ela se empinou e gemeu gostosamente, desci as unhas pelas suas costas inteiras, passei por sua bunda, que a fez gemer algo, continuei até sua coxa, onde firmei mais as unhas e senti seu corpo todo tremer enquanto ela afundava seu rosto em uma almofada.
Subi beijando sua coxa e em alguns momentos lambia bem de vagar, beijei sua bunda e a mordi levemente, o que a fez tremer inteira, continuei com minha língua passeando pelo seu corpo até que cheguei em sua nuca, lambi e fui até sua orelha onde mordi e comecei a sussurrar palavras de incentivo para que ela se soltasse mais.
- Não precisa se prender, você vai gostar.
- Hmm…
- Relaxa que eu sei o que estou fazendo.
- Aham…
Ela não conseguia pronunciar nenhuma palavra que não fosse monossilábica, e não vou mentir que aquilo tudo era ótimo. Eu sobre seu corpo, desci minha mão direita até sua coxa, afastei um pouco suas pernas e fui de encontro ao seu clitóris, com a posição que estávamos, os movimentos feitos eram mais lentos, porém mais fortes, ela começou a tremer sob mim, e enquanto eu beijava seu pescoço e seu ombro, após sentir o liquido escorrer e seu gemido sair abafado pela almofada, eu penetrei meu dedo em seu sexo que apertado o recebeu de forma deliciosa, eu mexia dentro dela, e ela começou a se entregar completamente aquele momento, senti seu corpo mexer sob mim, e para facilitar, levantei um pouco, e com isso dei espaço para um rebolado leve surgir, meu dedo ora entrava, ora saía, esse movimento a fazia gemer alto, seu corpo abaixo de mim deu espaço para um vulcão em erupção, ela acelerou o ritmo do rebolado, e eu claro acelerei o ritmo das estocadas. Isso tudo junto com nosso desejo deu espaço a um gemido alto, forte, gritante e seu corpo ser tomado por espasmos até que ela se largou até sobre o sofá.
Eu sai de dentro dela, e ela ainda continuava tremendo para mim. Eu sorri ao olhar para aquela visão maravilhosa. Me sentei no chão e a deixei voltar com a respiração em compasso certo, enquanto sorria daquela loucura deliciosa.
Depois de uns poucos minutos senti sua mão em meu ombro e me inclinei para trás, fui surpreendida com um beijo leve e doce.
- Tudo bem?
- Tudo ótimo.
- Que bom então. – Falei rindo.
- Eu preciso ter o controle do meu corpo de novo.
- Por mim, você pode perder todo o controle do seu corpo, pode deixar que eu o guio.
- Não duvido que você o guie muito bem, mas é necessário que eu o controle de vez em quando.
- É? Para que?
- Hmm. – Ela sorriu e desceu do sofá.
Fui surpreendida quando ela se sentou em meu colo, de frente para mim, e me beijou demoradamente enquanto suas unhas passeavam pelas minhas costas me fazendo arrepiar.
- Agora é minha vez de te sentir tremer.
Ela então afastou minhas pernas e me penetrou gostosamente, ela mexia os dedos de forma delicada, porém deliciosa, eu beijei seu ombro, o mordi levemente, gemia em seu ouvido e ela ia cada vez mais aumentando o ritmo, fui sendo tomada por um forte espasmo e comecei a tremer em sua mão que me penetrava ainda só que dessa vez mais forte e mais rápido.
- Vem, eu gosto assim…
Me inclinei um pouco mais e posicionei sua mão em meu clitóris que estava rijo de terão, ela então com uma tímida habilidade foi seguindo os movimentos que eu havia guiado no começo, eu a abracei e gemia em seu ouvido pedindo para ela continuar, fui mexendo meu quadril para ajudar seus movimentos, e me entregando deliciosamente a aquele orgasmo que estava vindo através das mãos daquela menina que estava me deixando louca. Gemi alto em seu ouvido e gozei de uma forma forte e gostosa.
- Nossa… – Falei sem ainda conseguir respirar direito.
- O que?
- Olha, você tinha cara de inexperiente, e toda timidazinha ainda, pensei que ia precisar ensinar algo, mas está de parabéns.
- Instinto.
Eu ri alto dela falando isso, e ela me beijou para me fazer parar. Ficamos ainda brincando e nos beijando algum tempo até que caímos no sono ali mesmo, em frente a lareira que queimava a lenha e aquecia nossos corpos que já estavam esfriando após o prazer sentido por ambas.
Amanhecemos e acordamos assustada com uma musica alta que não cessava nem um instante, ela deu um pulo e se levantou, correu até sua calça e pegou o telefone em seu bolso.
- Alô. Oi pai, to bem sim, desculpa é que… Não, é que… Sim pai… Sim… Desculpa.
Desligou o telefone com uma cara de sono e tristeza, pelo jeito deve ter levado uma pequena bronca de seu pai.
- Seu pai brigou com você?
- Uma bronca por não ter dado sinal de vida.
- Poxa, desculpa gatinha, não queria que você levasse bronca pela minha irresponsabilidade.
- Sua não… Nossa.
Nos beijamos e fomos para o banho já que ela iria ter que me deixar para voltar para casa.
A levei até sua casa e nos despedimos com olhares cúmplices pelo segredo da noite passada. Voltei para o chalé e comecei a arrumar a pequena bagunça que fizemos na sala. Fui então para o banheiro arrumar a outra bagunça, e só então achei meu celular perdido na jaqueta. Nele havia mais de 5 mensagens, abri a caixa de sms para ver, e todas eram da Margarida, uma pequena pontada me deu naquele momento, não sei, bem o por que, mas ela esperava algo de mim, e naquele dia eu falhei com ela.
“Oi Ma, me desculpa fiquei sem o cel. Mas está tudo bem comigo, não fui seqüestrada, e nem morta, rsrs, beijo.”
Terminei de arrumar as coisas e vi que a fome apareceu, sai para o restaurante e me deliciei com um belo café da manhã, voltei ao chalé e me deitei na cama para pensar na noite maravilhosa que eu havia tido.
Acabei adormecendo e viajando para o mundo onírico, tive um delicioso sonho onde a festa da noite anterior continuava, acordei com o celular vibrando sob meu travesseiro, meio sonolenta eu peguei o aparelho, li a mensagem que era uma resposta da Margarida para mim.
“Que bom que está viva, rs. Fiquei preocupada sim, mas percebi que estou ficando meio pegajosa, peço que me desculpe se eu a estiver incomodando”
“Você não me incomoda, você sabe que eu adoro você sua boba. Para de drama.”
“Sei que me adora, mas notei que anda distante, eu sei o motivo e não precisa dizer, mas saiba que fico contentíssima se você também estiver.”
“Eu sei que fica feliz se eu estiver sim. E saiba que não quero você triste ein, olha que quando eu aparecer aí de novo quero ver aquele sorriso enorme que você tem.”
“Não sei se vem mesmo, mas se vier, eu vou estar com o sorriso enorme em meu rosto, pode deixar. Um beijo preciso trabalhar fica bem e divirta-se.”
“Beijo também, bom trabalho, e pode deixar que vou me divertir sim.”
Eu fiquei mais calma após aquela troca de mensagens, não tínhamos dito nada, mas ao mesmo tempo havíamos dito tudo. Voltei a me aconchegar na cama, e dormi novamente como um anjo dessa vez.
A noite ainda adormecida acordei com batidas na porta, fiquei sem entender muito bem o que se passava, mas fui até lá abrir, era a Marcela com um belo sorriso nos lábios.
- Posso entrar?
- Claro que pode.
Dei passagem a ela que entrou e foi em direção ao sofá que havia sido cúmplice de nossa aventura na noite anterior.
- Senti sua falta hoje, espero não ter sido errada em vir te ver.
- Não, imagina, eu adorei a surpresa. Me desculpa, eu dormi o dia inteiro.
- Nossa, como consegue?
- Sono é o que não me falta, se eu pudesse, hibernava.
- Eu acho que tem coisas mais interessantes para se fazer.
- Hmm, eu também. – Olhei para ela com um sorriso safado. – Você não era tímida?
- Eu sou, mas a pessoa certa no momento certo pode fazer a gente se soltar um pouco.
- Hm, que bom então…
Começamos a nos beijar e fui a direcionando para a cama, chegando lá a deitei e me posicionei sobre ela, comecei a beijar seu pescoço e sua orelha, sua boca.
- Você já sabe quando vai embora?
- Não por quê? – Falei continuando os beijos.
- Porque sei que um belo dia você vai.
Parei de beijá-la, me sentei ao seu lado, ela também se sentou, a olhei fixamente e fiquei um tempo observando suas expressões e reações.
- Eu não havia planejado nada, te conhecer foi uma deliciosa surpresa, você me encantou desde o primeiro dia, acho que quando essas coisas acontecem, temos que aproveitar, e é o que pretendo fazer. Não estou pensando em ir embora nem hoje, nem amanhã e nem depois, mas um dia eu irei. Não podemos esquecer isso, mas se você quiser, fico aqui o máximo de tempo que puder ao seu lado.
- Sério?
- Sim. Tanto porque, como me disseram uma vez, você me é um convite à perdição, e olha, eu quero muito me perder.
Começamos nossos beijos novamente e o resto vocês devem imaginar, assim, fiquei mais alguns dias em Curitiba aproveitando aquela cidade maravilhosa e o que uma curitibana tinha para me oferecer.
O que aconteceu depois?
Isso fica para uma próxima história.
Foto retirada do site: http://jornale.com.br/mirian/?attachment_id=14153