Por que ter um blog? Não sei.
Por que escrever? Também não sei.
Eu só sei que escrevo. Escrevo bobagens, besteiras, coisas absurdas, coisas sérias, coisas engraçadas, coisas importantes e também as completamente inúteis. Eu escrevo, ué. Há quem diz que escrevo mal, há quem diz que escrevo bem, mais ou menos, ou que dá para o gasto. Eu até que me importava antes, mas hoje, não, hoje não mais. Eu escrevo para viver, e vivo para escrever.
E se nessa vida, uma pessoa, somente uma, me disser que minhas palavras são importantes para ela, enquanto o resto do mundo me criticasse, eu escreveria para ela, e somente para ela.

Mas chega de filosofia, vamos às apresentações porque senão fico com fama de mal educadinha.
Daniela Katalyloa, prazer.
Vulgo, Katalyloa, mas pode ser Kata, Katinha, Amor, vocês decidem, rs.
Bom, I’m gay, deeer, nem da para perceber né? E não somente por isso, mas por isso também, a maioria dos posts, sendo artigos, contos, histórias, serão dessa temática. Espero que gostem, e se não gostarem, criticas serão sempre bem vindas. Mas não peguem muito pesado, porque isso magoa, ta?


kata_alyloa@hotmail.com

 

ROTINA

A vida de casada às vezes entra em uma rotina completamente mórbida, e infelizmente aquilo estava acontecendo com a minha. Era acordar cedo, esperar Mara sair do banho, de vez em quando, confesso que raramente, entrar e tomar um banho com ela, mas a pressa e a rotina não nos permitiam esse luxo todos os dias, nem com a freqüência que eu gostaria. Depois do banho, era de lei tomarmos café da manhã juntas. E então cada uma seguia para o seu trabalho. No final de semana, a rotina continuava, era a limpeza pesada do apartamento novo, e a arrumação que ainda não estava por completa, usávamos os finais de semana para organizar o que ainda estava em caixas. Depois fazíamos as compras da semana, e quando o cansaço não estava por nos dominar completamente, saíamos para algum lugar, bebíamos e jogávamos conversa fora um pouco, depois voltávamos para o nosso canto, e fazíamos amor pela noite. Nesses finais de semana, eu tinha vontade de ficar o domingo inteiro a amando, mas aí tínhamos que levantar cedo, nos arrumar, porque ou iríamos em sua mãe, ou na minha.

E assim já estávamos vivendo por quase 3 meses nesse apartamento, fora o ano que passamos na casinha que alugamos quando resolvemos casar. Não me arrependo de estar com ela todos os dias, nem de acordar ao seu lado, muito menos dos momentos mais simples que ela está comigo, como quando estamos tomando café da manhã, ou jantando a noite, ou até nas faxinas de sábado. Mas eu queria mesmo uma loucura, queria fugir da rotina uma vez ou outra, queria sentir o sangue pulsar em minhas veias. Mais do que querer, eu precisava disso. Só não sabia como fazer e nem o que fazer.

Nossa, que gafe a minha, esqueci de me apresentar. Meu nome é Kátia, tenho 28 anos, e a 5 anos estou com a Mara, a quase 1 ano e 6 meses eu e Mara fomos morar juntas, de inicio como já falei, em uma casa alugada, e agora a um pouco mais de 3 meses, conseguimos conquistar nosso canto. Não pensem que estou me queixando da vida pelo que já leram, mas é que eu realmente estava em uma banheira de água morna, e isso estava me deixando melancólica.

Sábado, dia de faxina, compras e planos pra decidir se sairíamos, ou se ficaríamos em casa depois que terminasse tudo o que tínhamos que fazer. No finalzinho da tarde nos trocamos e saímos para o supermercado, como de costume passeávamos pelos setores, escolhíamos os melhores produtos nas promoções, extrapolávamos em alguns raros produtos, pegávamos nossos produtos íntimos e particulares, e passados exatas uma hora e meia, estávamos na fila do caixa para pagarmos e voltarmos para a casa e assim arrumar tudo, concluindo nossa rotina do dia.

Mas nesse dia, eu ia fazer a diferença.

Quando chegamos ao estacionamento do prédio, eu decidi que seria o momento exato de sair da rotina cansativa em que minha vida tinha se tornado. Ela estacionou o carro na nossa vaga, que por sinal era se não a pior, uma das piores vagar do prédio, ficava em um canto escuro, onde a luz só vivia queimada, perto dos geradores, então sempre havia muito barulho, quase não se dava pra ouvir a voz da outra, caso estivéssemos conversando. Eu vivia dizendo a ela que isso era culpa do preconceito das pessoas, ela dizia que não, porque tínhamos pego o número da vaga em um sorteio, porém, ainda acho que o sorteio havia sido manipulado. No entanto, aquela vaga hoje viria bem a calhar.

Ela abriu a porta e desceu do carro, eu também desci, e ambas fomos em direção ao porta malas, mas ao invés de deixá-la abrir, eu me posicionei atrás dela, e comecei a beijá-la a nuca, a orelha, lamber de leve.

Ela ficou por um tempo parada, respirando de forma ofegante, gemendo baixinho, falando palavras desconexas, até que conseguiu formular uma frase audível.

- O que você está fazendo, amor?

- O que você acha?

- Pára, não percebeu que estamos no estacionamento.

- Eu percebi, e o que tem isso? – Não parava de beijá-la e já estava acariciando seu corpo todo.

- O que te deu, ein?

- Tesão.

- Hehe, isso eu percebi. Vamos subir. Vem.

Ela então se virou, e eu me encaixei entre suas pernas, comecei a beijá-la, nós ficamos nos beijando demoradamente, e eu desabotoando devagar os botões de sua camisa, passando a unha de leve na parte que já estava descoberta. Ela gemia baixinho pra mim, e me apertava demonstrando o tesão que já havia tomado conta dela também.

            Ela com os lábios ainda encostados nos meus, falou de forma sensual.

            - Vem amor, vamos pra nossa cama.

           

            Me aproximei de sua orelha, a mordi levemente, passei a língua pelo lóbulo e senti sua pele arrepiar. Desci minhas mãos para sua bunda, e apertei com força. Falei então com a voz baixa e excitada.

           

            - Não vou agüentar chegar até lá.

           

            Minhas mãos deslizaram para  frente, e eu apertei seu sexo, ela então sem querer deixou um grito escapar, e eu sorri pra ela, comecei a abrir o botão de sua calça jeans, enquanto descia lambendo sua barriga que já estava exposta, ela jogava seu corpo pra trás, como se estivesse se oferecendo toda pra mim. Eu, claro que não ia recusar aquela oferta. Mergulhei então por entre suas pernas, e mordisquei seu sexo ainda sob a calcinha que já estava completamente molhada, demonstrando que ela estava com tanta vontade quanto eu, naquele instante. Eu beijava sua coxa esquerda, enquanto passava as unhas levemente pela direita, sentindo seus pelos arrepiarem, tanto por um ato, quanto pelo outro. Ela gemia cada vez mais alto e falava palavras que eu não conseguia entender se havia algum sentido ou era algo dito somente pelo calor do momento. O que me importava, era que eu estava adorando aquela sensação de perigo, aquele ato libidinoso em um local não apropriado. Aquilo tudo estava me dando o maior tesão que eu já havia sentido na vida.

            Eu continuava com as provocações e me deliciando com a minha mulher, até que como em uma suplica, ela não aguenta mais e me pede pra não mais provoca-la.

            - Amor, para, me come logo, eu to ficando louca.

            - Como posso negar um pedido seu. Hehe.

            Então sem pensar duas vezes, afastei sua calcinha e pela lateral a penetrei lentamente para que ela ficasse mais louca do que já estava. Ela então começou a mexer nos meus dedos, enquanto eu a penetrava com vontade, ora rápido, ora devagar para que seu prazer fosse controlado por mim, e só eu pudesse deixa-la chegar ao clímax do momento. Ela sabia que eu gostava do controle, mas algo nela não queria esperar, ela mexia cada vez mais rápido, eu aumentei então as estocadas pra que ela pudesse logo alcançar seu momento.

            - Vai amor, enfia mais fundo. Vai, não para. Me come gostoso vai.

           

            - Mexe pra mim. Eu to adorando essa loucura.

            - Eu to adorando você, vai, enfia mais forte. Vai, não para.

            Até que depois da última frase, um leve grito fez ecoar pelo estacionamento e eu senti minha mão molhar com seu gozo escorrendo por entre meus dedos. Sua respiração estava ofegante, suas pernas tremiam levemente, e seu corpo desfalecia sobre o porta malas do carro.

            Sua risada se fez audível, quando em um surto, ela começou a gargalhar.

            - Que loucura sua doida. O que te deu ein?

           

            - Fome, oras.

            - E não podia esperar pra comer no lugar certo? – Ela disse ainda rindo.

            - Assim foi bem mais gostoso. Ou vai negar que adorou?

           

            - Não tem como negar. Agora vamos subir antes que nos vejam.

            - Quem disse que acabou?

            Disse isso a levantando e colocando sentada sobre o porta malas, novamente deslizei pelo seu corpo, mas dessa vez, foi minha língua que alcançou aquele sexo molhado e apetitoso, comecei lambendo toda a lateral de seu sexo, e ela novamente se oferecia para mim, eu mordiascava, lambia, e assoprava seu sexo, para sentir ela enlouquecer. Até que com rapidez joguei toda sua calcinha para o lado, e comecei a chupa-la fortemente, com fome, com desejo, ela rebolava, gemia, falava palavras desconexas.

            - Me chupa amor, vai, me lambe gostoso. Vai, me faz gozar.

            Eu a chupava com gosto, e quando sentia suas coxas que me prendiam pulsarem mais fortemente, eu parava e lambia levemente seu sexo rijo, pra assim fazer seu gozo vir mais devagar. Ela então segurava meus cabelos e empurrava novamente para que eu voltasse a chupa-la. Antes de novamente sentir suas coxas tremerem, eu a penetrei com dois dedos e um grito escapou de sua boca. Eu tive me segurar pra não deixar um riso de prazer escapar, não queria perder o foco, então continuei a penetra-la e chupa-la ao mesmo tempo, sentindo seu corpo tremer fortemente, e suas unhas se posicionarem sobre meus ombros, cada vez que as unhas penetravam mais em minha carne, eu via que ela estava mais próxima do êxtase, e então aumentava o ritmo das estocadas e a força com que a chupava.

            Até que sua voz foi aumentando de tom, e as palavras que ela despejava pareciam vir de uma pessoa que nem sabe mais o que estava falando.

           

            - Vai amor, mete esse dedo com força. Vai, quero sentir você me comendo gostoso. Vai, deixa eu gozar na sua boca, me chupa mais forte vai.

            Entre uma frase e outra, senti duas unhas ferirem minha pele, suas pernas tremerem e seus gritos ecoarem pela garagem.

            Dessa vez fui eu quem deu uma gargalhada alta. E levantei do chão pra poder ver com que cara a minha esposa estava. Ela estava completamente vermelha. Sua pele brilhava devido ao suor, e sua respiração ofegava. Eu a olhava rindo ainda, e ela só me devolvia o olhar sem conseguir falar nenhuma palavra. Depois de 5 minutos respirando descompassadamente ela tomou folego e conseguiu formular sua primeira frase.

            - Você quase me matou.

            - Ah, mas se for de prazer, tá valendo, não tá? – Respondi rindo.

           

            - Não vou nem me dar ao trabalho de responder. Vem, me ajuda a me recompor.

           

            Eu a ajudei a fechar a roupa, e bem na hora, ouvimos um barulho próximo de onde estávamos, rapidamente nos arrumamos, e deu tempo de estar comporta quando um outro morador do prédio se aproximou de nós. Abrimos o porta malas, e começamos a tirar as compras de dentro dele e colocar no carrinho para levar até o apartamento. Depois de tudo arrumado, passamos pelo morando que estava mexendo em algo no carro e com educação o cumprimentamos.

            - Boa noite. – Eu e ela dissemos juntas.

            - Não tão boa quanto a de vocês, mas boa noite. – Ele respondeu pra nós.

            Então sem entender logo de cara, continuamos andando em direção a elevador. Só quando entramos nele que me dei conta do porque do comentário do nosso vizinho, a roupa da Mara estava completamente torta, os botões desalinhados e seu zíper aberto. Eu comecei a rir e ela se entender ficou me olhando com cara de interrogação. Até que eu consegui respirar e dizer.

            - Olha sua calça.

           

            - Ai meu Deus, que vergonha, o que ele vai pensar? O que ele deve estar pensando. Meu Deus.

            O elevador já estava no nosso andar, e ela ainda falando ai meu Deus e eu rindo muito da sua cara cada vez mais vermelha. Abri a porta da cozinha e entrei com as compras e ela vinha atrás se ajeitando e falando que estava morta de vergonha. Eu só ria.

            - Não sei por que está rindo. O que nosso vizinho deve estar achando e nós nesse momento?

            - Achando não sei. Mas deve estar morrendo de inveja.

            - Por quê?

            - Porque eu duvido que ele tenha uma esposa gostosa que nem a minha que da vontade de comer a qualquer hora e qualquer lugar. E mais, duvido que mesmo que ele tivesse uma mulher como a minha, ele tivesse coragem pra tanto.

            Terminei a frase e a beijei. Ela então me olhou e respondeu.

            - É, acho que ele não deve ter uma mulher gostosa como a sua mesmo. Hehe. E agora, sua mulher vai mostrar o quão gostosa ela é.

            E me beijando, foi me empurrando em direção a pia da cozinha e me fez sentar sobre a mesma. Aí começou o assunto pra outra história.

(Foto retirada do site: http://museudodge.blogspot.com.br/2011/09/v8s-para-todos-os-lados.html)

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