Por que ter um blog? Não sei.
Por que escrever? Também não sei.
Eu só sei que escrevo. Escrevo bobagens, besteiras, coisas absurdas, coisas sérias, coisas engraçadas, coisas importantes e também as completamente inúteis. Eu escrevo, ué. Há quem diz que escrevo mal, há quem diz que escrevo bem, mais ou menos, ou que dá para o gasto. Eu até que me importava antes, mas hoje, não, hoje não mais. Eu escrevo para viver, e vivo para escrever.
E se nessa vida, uma pessoa, somente uma, me disser que minhas palavras são importantes para ela, enquanto o resto do mundo me criticasse, eu escreveria para ela, e somente para ela.

Mas chega de filosofia, vamos às apresentações porque senão fico com fama de mal educadinha.
Daniela Katalyloa, prazer.
Vulgo, Katalyloa, mas pode ser Kata, Katinha, Amor, vocês decidem, rs.
Bom, I’m gay, deeer, nem da para perceber né? E não somente por isso, mas por isso também, a maioria dos posts, sendo artigos, contos, histórias, serão dessa temática. Espero que gostem, e se não gostarem, criticas serão sempre bem vindas. Mas não peguem muito pesado, porque isso magoa, ta?


kata_alyloa@hotmail.com

 

VIDA REAL

Conversando com uma leitora, ela expôs que gostava muito de ler os contos que existem pelos sites voltados a temática lésbica, também informou que tinha o mau gosto de gostar dos meus contos, mas o que mais achei interessante foi quando ela disse algo que a deixava incomodada, o fato de que todas as personagens dos contos e histórias lésbicas são altas, cabelos lisos ou de um encaracolado perfeito, normalmente loiras, ou brancas com cabelos escuros, corpo escultural, sexys, inteligentes, bem sucedidas, características que não são raras, mas nem tanto freqüentes. Ela me disse que um dia queria ver uma personagem principal gordinha, ou baixinha, ou de óculos, que tivesse um trabalho mais simples, uma operadora de caixa de supermercado, uma recepcionista, uma atendente de telemarketing, não uma artista renomada, uma jornalista famosa, uma empresária rica.

Então, depois de muito pensar, o pedido dessa leitora foi se transformando no “VIDA REAL”, o que é o vida real?

Um conto dentro de um conto.

Han?

Vou explicar.

Eu estava escrevendo um conto com uma dessas personagens surreais, advogada bem sucedida, sexy, inteligente, predadora, e mais alguns atrativos interessantes, chamava-se “CÓDIGOS DO AMOR”. Como decidi escrever algo real, pensei “Vou continuar escrevendo o “códigos do amor”, só que de uma forma diferente, o vida real será a história de uma escritora de contos lésbicos que se interessa por uma leitora e vice-versa. Sendo assim, ela escreve “códigos do amor”, eu escrevo “vida real”, e no final eu escrevo os dois, entenderam?

Bom, acho que é surreal, que tal ler para entender?

Um super beijo, e não esqueçam, acompanhem sempre a Katinha, eu as vezes sumo, mas são por forças maiores, mas no fundo, sempre volto pra vocês.

Master beijo.

PREFÁCIO

            Códigos do amor

            … Renata saiu correndo da minha sala, e eu não consegui segurá-la. Ela não quis me ouvir, simplesmente correu.

            - Renata, por favor, me espera.

            - Não. Me deixa em paz.

            - Me ouve, eu preciso explicar.

            - Não quero ouvir mais nenhuma mentira que venha de você Geovana. Sai de perto de mim.

            - Não, eu preciso explicar.

           

            Renata então parou. Eu com o susto também parei, antes de alcançá-la. De onde eu estava a ouvi soluçar, dava para perceber que ela estava tentando balbuciar algumas palavras, mas as mesmas ficavam presas em sua garganta.

            Eu resolvi ensaiar um passo para mais perto dela, mas antes que meu pé tocasse o chão novamente, ela finalmente falou.

            - Não se aproxime.

            - Mas…

            - Eu só queria entender por quê? Isso realmente era necessário?

            - Você não entende…

            - Não, eu não entendo, eu vivo em um mundo onde caráter e honestidade são as coisas mais importantes para um ser humano.

            - Amor, me entender, as vezes eu preciso fazer coisas…

            - Não me chame de amor, você não tem esse direito. Sabe, não sei por que estou aqui querendo te ouvir, nada que você disser vai fazer eu mudar de idéia.

            Ela então voltou a andar, e me deixou ali parada sem saber o que fazer. Foi quando tudo se transformou em câmera lenta. Na verdade, nem tudo, só eu e ela, porque o carro com certeza estava em alta velocidade.

            - NÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!!!

            E já era tarde.

            Só me recordo do carro indo em direção a Renata, e seu corpo sendo jogado a metros de distância de onde o choque aconteceu.

            Eu corri o mais rápido que pude, mas meus pés pareciam pesar mil quilos cada um. Mesmo assim, tirei força de todo o meu amor, de toda a minha alma, e corri, corri até chegar perto dela.

            Seu corpo ali, parado, desfalecido. Sua roupa coberta de sangue, e eu querendo ver de onde aquelas manchas vinham, o que havia acontecido com ela. Mas fui interrompida pela voz de um homem que me segurou no momento em que eu tentava virar o corpo do meu amor.

           

            - Não, senhora, não faça isso. Ela pode ter alguma fratura interna.

           

            Eu ouvia tudo o que ele dizia, mas não assimilava, eu estava cega.

           

            - Senhora. Eu sou médico, me deixe ver como ela está. Alguém por favor, chame uma ambulância e a polícia.

           

            Vi então o médico em questão começar os primeiros socorros na Renata, tentando fazer com que ela acordasse ou pelo menos ter um sinal de como estava sua saúde física.

            Eu estava perdida, não conseguia pensar, respirar, eu olhava de um lado para o outro tentando pensar em algo, eu queria ajudá-la. Mas era não sabia como.

            Novamente olhando em volta, vi o homem que saiu do carro causador do acidente andando despercebido pela multidão, já que todos estavam preocupados com a vitima caída. Eu não pensei duas vezes, corri em sua direção e com forças desconhecidas por mim, me joguei contra ele o socando e gritando como louca.

            - Você vai pagar por isso, você não vais e safar. Não vai. Você irá se arrepender de ter nascido. VOCÊ IRÁ.

            - Tirem essa louca de cima de mim. Socorro.

            Algumas pessoas vieram ao nosso encontro, e me seguraram, eu me debatia, gritava palavras que não recordo quais eram, brigava, xingava.

            - Calma senhora, calma. Isso não vai levar a nada.

            - Ele tem que pagar, ele estava fugindo. Eu não vou deixar.

            Foi quando o homem que estava segurando o motorista se pronunciou.

            - Ele não vai escapar senhora, daqui ele não sai. Eu devia deixar ela te bater até a morte. Mas não vou deixar que ela suje as mãos dela, você ira para a cadeia, pode ter certeza.

            O som das sirenes começou a se aproximar e eu sai do meu transe, voltei correndo para onde a minha Renata estava. Ela ainda continuava parada, seus ainda fechados, e eu sem saber o que iria acontecer.

            Tudo culpa minha, tudo devido a minha fome de poder, de controle, tudo por causa da minha ambição desenfreada.

            Me ajoelhei no chão e comecei a falar em seu ouvido, coloquei minha mão sobre a sua e fiquei ali esperando um sinal.

            - Amor, por favor, me da um sinal. Eu sei que você está aí. Não me deixe. Eu sei que não sou perfeita, e mais, sei q estou longe de ser, mas mais do que isso tudo, eu sei que te amo, e por você, daria a minha vida. Daria a minha alma… Deus, eu não ando conversando muito com você. Para ser sincera, nem me recordo qual foi a ultima vez que o fiz, mas por favor, se isso for para que eu aprenda algo, não use a Renata para me atingir, ela não merece, ela é a pessoa mais maravilhosa do mundo, você sabe. Não posso e nem vou prometer nada, porque talvez não venha a cumprir, você me conhece melhor do que ninguém, não é mesmo? Mas por favor, eu acabei de sentir a pior dor que poderia ter sentido na vida, e Pai, eu entendo se você achar que eu não mereço uma segunda chance. Mas se esse for o caso, por favor, então me leve dessa vida, mas deixe a Renata mostrar para o mundo tudo de bom que ela tem.

            Nesse instante, senti sua mão mexer sob a minha, e meu coração disparou. Eu abri os olhos, e me deparei com aquele par de olhos mel me olhando com lagrimas escorrendo pelos cantos.

            Os para-médicos chegaram correndo, pediram licença, e eu tive que sair de perto da minha amada para deixa com que eles fizessem o trabalho deles da melhor forma possível.

            Já um pouco mais calma, eu fui andando até onde estavam o homem que atropelou a Renata, o que o segurava e os policiais.

            - Boa tarde.

            - Foi ela policiais, ela que me agrediu.

            - Boa tarde senhores policiais, sou a Dra. Geovana Benitez, infelizmente o que esse senhor disse é verdade, realmente perdi o controle quando vi que ele estava prestes a fugir do local do crime sem prestar socorro e sem assumir seus atos. Mas claro que isso não aconteceria se a policia não demorasse 16 minutos para chegar até o local do acidente, sendo que existe um batalhão a 3 quadras daqui.

           

            - Não se preocupe Dra., pode deixar que vamos dar um jeito nesse individuo. Macedo puxe a placa do carro e os documentos, vamos ver o que achamos sobre o Senhor Antunes. Podemos fazer mais alguma coisa pela senhora Dra.?                       

            - Podem. Por favor, dêem tratamento VIP para ele. E você, senhor Antunes, se é um homem que acompanha noticias, já ouviu falar de mim. Mas se não ouviu, ouvirá, eu farei com que o senhor lembre do meu nome para o resto da sua vida. Obrigada policiais, se puderem, gostaria de saber o que irá acontecer com esse senhor. Por favor, gostaria que me enviassem os dados dele para que eu possa dar inicio ao processo contra ele.

            Terminei a frase e sai andando para o encontro de Renata que já estava na ambulância pronta para ir ao hospital. Eu ainda ouvi os para-médicos dizendo que se não fosse os primeiros socorros do médico que estava ali quando tudo aconteceu, poderia ter acontecido o pior. Como a ambulância já estava de partida, não podia me demorar, só pude agradecer o próprio e pedir para que ele me procurasse no meu escritório no dia seguinte, que eu agradeceria melhor.

            A ambulância partiu e eu fui o caminho inteiro segurando a mão de minha amada. E fazendo uma coisa que eu não fazia realmente com fé há muito tempo, orar com o coração.

Nota: Bom meninas, espero que tenham gostado desse começo. Esse é um conto novo que estou desenvolvendo e quero muito a ajuda de vocês para me guiar, qualquer critica, seja positiva ou negativa será mais do que bem vinda e me ajudará muito a melhorar minha escrita para que vocês possam sempre me acompanharem por onde eu for.

Um super beijo.

Audra.

COMENTÁRIOS:

De: Juliana

Para: Audra

Comentário: Eu adorei esse começo, mas isso só me fez ficar curiosa, o que é que a Geovana fez de tão ruim assim para que a Renata ficasse revoltada do jeito que ficou? Pelo amor de Deus, me diga.

Beijo linda.

De: Marcinha

Para: Audra

Comentário: Adoraaaando. Mais um conto pra eu acompanhar.

De: Vitória

Para: Audra

Comentário: Audrinha, eu sempre me surpreendo com suas histórias, eu não sei do que se trata o conteúdo secreto da história, mas já sei que vindo de você, será algo surpreendente, obrigada por escrever e fazer dos meus dias muito melhores. Te adoro.

De: Audra

Para: Juliana, Marcinha, Vitória

Comentário: Ju, lindona, obrigada por gostar, e fique curiosa até o próximo capitulo. Hahaha.

Marcinha, obrigadaaaaaaaa.

Vitória, sua linda, obrigada por me agüentar sempre, eu fico feliz de sempre poder contar com você, e fico mais feliz ainda quando te vejo presente. Um beijão, e me aguarde, rsrsrsrs.”

            Essa é a história de Audra e Vitória, duas pessoas até então quase desconhecidas uma para outra, mas que por força do destino irão se encontrar e mostrar que uma grande história de amor pode sair do mundo virtual e vir para o mundo real.

Capítulo 1 – Apresentações

Vitória

            Tenho que me apresentar né?! Já que vocês vão ler minha história. E me chamo Vitória como vocês sabem, e creio que vão achar até cômico, Vitória Maria da Silva, é, pior de tudo é que isso é verdade, não tenho aqueles nomes lindos que se costumam ler por ai, Vitória Almeida Rezende, ou, Vitória Guimarães de Albuquerque. Infelizmente é isso, Vitória Maria da Silva, ai, ai, não sei o que deu na minha mãe para fazer isso comigo, mãs… o que posso fazer, não é mesmo, já que é meu nome, tenho que aceitar.

            O que vocês precisam saber é que sou uma menina normal, estudo, vou bem na escola, mas não sou a melhor aluna da turma, se preciso de 5, tiro 6 para não correr riscos, se preciso de 6, tiro 7, e por aí vai. Lavo louça, varro a casa, tiro pó, tudo normalmente, já que não sou rica, minha família não é rica, e minha mãe trabalha porque não podemos me dar ao luxo de viver só com o salário do meu pai, que também tem um emprego normal, é gerente adjunto de um mercadinho, nenhum rede milionária, um mercadinho normal, e minha mãe professora do ensino fundamental.

            Quando posso, saio com meus amigos da escola, quando sinto vontade beijo algum amigo de amigo, para não misturar as coisas, claro. Mas também existe os momentos em que quero beijar, porém, não tem ninguém disponível, isso porque também não sou disputada, afinal, altura mediana, cabelos encaracolados, castanhos, olhos da mesma cor dos cabelos, tenho duas pernas, dois braços, um nariz, uma boca, nada demais, sou aceitável, acho, mas não como as meninas da ficção, todas altas, loiras, pernas malhadas, seios fartos, cabelos lisos, olhos verdes ou azuis, naaaah, sou realmente NORMAL. Sem contar que, digamos que não tenho aquele corpão sarado, barriga tanquinho, e seios fartos e empinados, acho até que ando acima do peso, mas já teve época que estava magra demais, infelizmente, não consigo o meio termo.

            “Se não pode vencê-los, junte-se a eles”, sendo assim, aceito meu estado, e que venha minha princesa encantada.

            Ah, digo isso porque esqueci de comentar algo importante, beijo meninos na vontade, mas é com uma menina que sonho todas as noites, nenhuma em especial, só que quero mesmo é beijar uma boca macia como de uma menina, acariciar uma pele macia e cheirosa, enroscar minhas mãos nos cabelos compridos. Só de pensar, já fico arrepiada, isso porque no auge dos meus 16 anos, encaminhando para os 17, não sou boba de pensar que isso é fase ou loucura, e sim, já estou na idade de saber que essa sou eu. Eu gosto de meninas e ponto. Mas a oportunidade não anda me favorecendo, sendo assim, vamos esperar e rezar.

            Para me distrair costumo ler romances lésbicos na internet, tenho alguns livros também, mas romances pela internet são diferentes, você fica ansiosa esperando o próximo capitulo, você consegue interagir com a escritora, você consegue entrar um pouco no mundo dela, e por um instante se sentir como aquela personagem que ela descreve em um dado momento.

            Também converso em alguns chats, mas nada além de conversa, e na verdade, não curto muito, a cada 10 pessoas, uma quer conversar, o resto só quer sacanagem, e se eu quisesse isso, não seria na net que procuraria, afinal, não quero ser seqüestrada, estuprada e esquartejada como a gente vê falando por aí. Ok, admito, sou um pouco exagerada, mas é melhor prevenir do que remediar, não é mesmo?

            Voltando aos romances, atualmente estou viciada em algumas escritoras, mas quem sempre me surpreender é a Audra, ela consegue me fazer sorrir, chorar, ter raiva e me apaixonar pelas personagens como nenhuma outra autora.

            Ela me fazia ter a certeza de que um dia eu ia encontrar alguém especial, alguém de quem eu gostasse e que gostasse de mim também. E isso me fazia ter esperanças, ter fé.

Audra

           

            Eu vou contar algo pra vocês, eu vivo para escrever, eu amo escrever, eu preciso escrever.

            Parece loucura né?!    

            É, pode até ser, mas enquanto as pessoas não reclamarem, eu to aqui, firme e forte escrevendo. A melhor parte é quando encontramos alguma leitora especial, eu tenho várias, mas sempre tem uma que se destaca. Você não sabem o quanto é bom saber que damos fé, damos esperança para novas meninas, que as enchemos de sonhos e fazemos com que elas tenham vontade de correr atrás de seus objetivos.

            Sim, no fundo isso é uma grande responsabilidade, mas eu acho, que não sou nenhuma má influencia para nenhuma menina, e acho até que procuro escrever romances que no fundo as inspirem.

            Fora isso, sou uma pessoa normal, trabalho, estudo, e faço tudo o que uma jovem universitária de 19 anos faz. Saio, vou pra balada, mesmo não curtindo muito, mas as vezes preciso espairecer e ter uma noite agradável e relaxante, mas nada com freqüência, afinal, temos que sempre guardar energias, não sabemos o que vem por aí.

            Trabalho como assistente contábil em uma empresa de um amigo da minha mãe. Bem, ela diz que é amigo, eu acredito. Com meu salário, pago minha faculdade de Propaganda e Marketing, e como minha mãe diz, para ter responsabilidade, ajudo com coisinhas em casa, por exemplo, conta de telefone, luz, essas coisas. A ouço dizer coisa do tipo.

            - Larissa, você gosta de internet, certo?

            - Sim, certo mãe.

            - Então paga a conta da sua internet.

            - Mas mãe, como vou saber quanto é a internet se a conta vem tudo junto num combo?

            - Então pague o combo, afinal, quem assiste a TV a cabo é você também.

            E assim, pago internet, telefone, TV, e a luz, já que para se ter tudo isso, preciso de energia elétrica.

            Ah, esqueci de dizer, Larissa Oliveira Maia, esse é o verdadeiro nome da Audra, ou seja, o meu verdadeiro nome. Escrevo por um pseudônimo porque não acreditava muito que agradaria quando comecei a escrever, sendo assim, criei esse nome, e quando vi, já era tarde demais para mudá-lo. Olha, no fundo até prefiro, melhor as pessoas não saberem que eu sou eu, entende?

            Devido a isso, acontece coisas engraçadas. Um dia na faculdade ouvi uma menina comentar o nome de um dos sites que escrevo, então percebi que ela se interessava sobre o assunto, no meio de uma conversa entre ela e suas amigas, citou meu nome. Ops, meu nome não, o da Audra. Foi um momento histórico para mim, já que ela me encheu de elogios e me fez sorrir pelo resto do dia.

            Sobre ela?

            Ela é linda, encantadora, doce, inteligente, e com certeza posso ficar horas e horas me derretendo em elogios para ela, mas é melhor resumir para vocês, com certeza vocês se sentiriam cansadas. O que realmente importa é…, preciso dar um jeito de falar com ela. Ela ainda vai gostar de mim, escrevam isso.

12/09/2012


“CÓDIGOS DO AMOR…


            Não conseguia parar de andar de um lado para o outro na porta da sala de cirurgia. Os médicos entravam e saiam e eu não sabia de nada, nada mesmo, não me davam nenhuma informação, nenhuma noticia, meu pânico aumentava, meus olhos lacrimejavam e meu peito se contraia.

            Foram longas e intermináveis 5 horas de cirurgia, assim que acabou o Dr. responsável veio até mim.

            - Dra. Benitez, acabamos a cirurgia e posso lhe dizer que tudo correu bem e que a Renata vai sair do quadro de coma o mais rápido possível.

            - Dr. o que significa mais rápido possível para o Senhor?

            - De uma a duas semanas.

            - E fisicamente, como ela está?

            - Bem, ela teve uma hemorragia interna preocupante, mas conseguimos reverter, e tudo está indo bem. O que ela precisa agora é de repouso. Vamos acompanhar seu quadro diariamente para verificar as melhoras ou quem sabe uma possível piora no quadro.

            - Existe essa possibilidade, Doutor?

            - Infelizmente nada é improvável.

            - Tudo bem, eu entendo. Obrigada Doutor.

            Assim que me distanciei do doutor, a lágrima começou a escorrer pela minha face. Eu, Geovana Benitez, uma mulher de ferro, dura, tão fria, que não me lembro a ultima vez que derramei uma lagrima, estava ali chorando compulsivamente e com medo, medo de perder a mulher da minha vida.

            Medo de perdê-la da forma que foi, sabendo que em seu último momento acordada ela me odiou, sentiu asco de mim. Eu tinha medo que ela fosse embora e eu não pudesse consertar tudo o que fiz, tudo que deixei de fazer.

            Os dias passavam e eu ficava aflita em não perceber nenhuma melhora, em não saber o que ia acontecer com a minha Renata.

            Cada dia era uma tortura, uma batalha. Eu me dividia entre o escritório e o hospital, cheguei a fazer plantão no hospital como se fosse uma das médicas responsáveis pela Renata.

            No final da primeira semana percebi que ela já mexia levemente os dedos e até abria e fechava a boca. De acordo com o Doutor responsável, isso era uma grande melhora, sendo assim, como leiga no assunto, eu só podia ficar mais do que contente. E era exatamente como eu estava, sempre que podia, eu ia vê-la no hospital e me enchia de alegria quando sentia sua mão apertar a minha.

            Eu conversava com ela, contava como havia sido meu dia, e como estava minha agenda para o dia seguinte. Falava com ela de forma que nunca havia falado antes. Um grande erro meu, admito. Renata sempre foi daquelas pessoas animadas, que chegava contando o que havia feito, o que havia aprendido, como seria o dia seguinte, o que pretendia fazer, o que não queria fazer, e o que deveria fazer. Eu a ouvia, mas sinceramente não me interessava muito pela sua animação, não que não a amasse, mas pelo simples fato de ter um dos piores defeitos que existem, eu era egocêntrica, e com isso, eu achava que só meu dia, só meu trabalho, só a minha agenda, só as minhas coisas importavam.

            Eu sei, puro egoísmo, mas infelizmente não conseguia evitar esse amor pelo meu trabalho, pela minha vida. Bom, agora era tarde me lamentar, eu não poderia e nem conseguiria voltar ao passado, só podia então esperar para tentar de hoje em diante fazer a coisa certa. Mas que fique claro, sou humana, sou cheia de defeitos, sou falha, não sei se me sairia bem nessa batalha.

            Numa quarta-feira eu estava chegando do fórum correndo para vê-la. Não sei por que, naquele dia a audiência me pareceu mais longa do que o normal, eu não estava me concentrando e nem me dedicando como costumo sempre fazer. Tudo bem, isso não importava muito, eu sempre ganhava minhas audiências, mas para mim, isso não bastava, eu gostava de deixar claro que o advogado do lado oposto nunca, NUNCA, conseguiria me atingir, nunca me deixaria sem argumentos e nem sem ação.

            Eu sou daquele tipo que não pensa da seguinte forma “Não basta vencer, e sim humilhar o adversário”, e era isso que eu fazia, e modéstia a parte, fazia muito bem. Não deixava dúvida que na área jurídica a Dra. Benitez era uma predadora das mais vorazes que poderia existir. Mas deixa isso para lá, vamos concluir os acontecimentos da quarta. Cheguei no hospital e fiz os procedimentos necessários para poder entrar no quarto da Renata, depois de toda a burocracia eu finalmente pude vê-la, ela estava deitada, mas algo estava diferente, ela não parecia aquele ser estático de semanas atrás, ela parecia estar simplesmente dormindo.

            Sentei ao lado de sua cama e fiquei ali alisando sua mão, senti sua mão fechar sobre a minha e apertar levemente. Ela suspirou, resmungou alto e abriu os olhos. Fiquei ali a observando “acordar”, ela piscava varias vezes para que pudesse se adaptar a claridade. Aos poucos seus olhos foram ficando aberto por mais tempo, e finalmente ele me focou sentada ao seu lado segurando sua mão.

            - Finalmente você acordou. Eu estava tão preocupada.

            - O que aconteceu? Onde estou?

            - Você está no hospital Oswaldo Cruz. Você sofreu um acidente de carro, na verdade, você foi atropelada a duas semanas atrás. Você passou por uma cirurgia de emergência e desde então se encontrava em coma.

            - Eu não me lembro.

            - Tudo bem, o que importa é que você está bem.

            - Sim, eu acho que estou sim. E você, quem é?

Continua…

Nota: Bom dia meninas, eu peço desculpas pela demora do capítulo e digo que isso não irá se repetir, a faculdade está me deixando louca, mas não usarei isso como desculpa, e para não atrasar o conto e nem fazer vocês esperarem ansiosas por isso, eu irei postar de hoje em diante uma vez por semana todas as segundas. Espero que tenham gostado desse novo capítulo e até a próxima terça.

Beijo da Audrinha de vocês =)

COMENTÁRIOS:

De: Marcinha

Para: Audra

Comentário: Como assim “… E você, quem é?”? O que foi isso?

De: Karla

Para: Audra

Comentário: Dra. Geovanna é meio fria né? Ela é baseada em alguém?

De: Vitória

Para: Audra

Comentário: Audra, por que você sempre para na parte boa do conto? Não faça isso, eu estou aqui morrendo de curiosidade, estou quase tendo um surto, rs.

Ps. Estava com saudades.

De: Ana

Para: Audra

Comentário: Pelo amor de Deus, o que é issooooo?

De: Audra

Para: Marcinha, Karla, Vitória e Ana

Comentário: Marcinha, isso você só saberá no próximo capitulo, rs.


Karlinha sua linda, ah, ela tem meio que um coração de gelo sim, rs, mas no fundo é uma boa pessoa. Quer dizer, eu acho. Rs.

Vitória, amor meu, desculpa o sumiço, prometo que não sumirei mais, depois te dou meu outro e-mail e assim podemos nos falar melhor. Beijo linda.

Aninha, linda, isso é um conto doido da minha cabeça doente, rs.

Beijo para todas.

Capítulo 2 – Rotina

Vitória

            São 23:40, e eu acabei de ler um conto na internet, e também a replica do comentário no conto da Audra, ela é uma das minhas escritoras favoritas, ela consegue passar sentimento, emoção, raiva, ou simplesmente ser apática quando é necessário que assim seja uma personagem.

            Chego às vezes chego a suspirar quando vejo que ela respondeu meus comentários. Ela é tão doce e meiga, confesso que fico devaneando sobre ela. Como ela é, do que gosta, se é alta, baixa, morena loira. Enfim, as vezes penso que ela é uma pessoa que valeria a pena conhecer.                

            Quando dá, trocamos alguns e-mails, nada demais, sempre me mantenho discreta e muito, mas muito na minha, espero ela responder e as poucas vezes que faz uma graça e da abertura, eu tento responder a altura e assim a conversa fica mais animada, mas antes de chegarmos a um assunto mais animado, antes da coragem me dominar e eu pedir para conhecê-la, a conversa torna a ficar mais calma.

            Eu não sou daquelas meninas tolas que ficam sonhando com as escritoras e acham que elas são princesas encantadas e que vão nos tirar da solidão eterna. Eu também sei que como eu, deve haver muitas meninas que queiram conhecer a Audra, ou outra escritora. Eu já quis conhecer Karina Dias, Katalyloa, Drikka Silva, e muitas outras, mas não como a Audra, ela é diferente, não sei explicar. Não sei nem se entendo direito.

            Como disse, acho que ando precisando beijar na boca. Vou conversar com algumas amigas e amigos amanhã na escola, porque sinceramente essa situação está me deixando louca. Vou primeiro me preocupar em sair com alguém, mas logo depois, preciso ter coragem de contar para meus amigos o que realmente quero. A situação já está ficando complicada e beijar os meninos que ando beijando por aí não está me satisfazendo.

            - Filha?

            - Oi mãe.

            - Está fazendo o que?

            - Lendo umas coisas na internet, por quê?

            - Porque já está tarde e você amanhã tem aula.

            - Eu sei mãe, não se preocupa, eu já vou dormir mesmo.

            - Hm, eu conheço bem esse seu “já vou”.

            - Vitória, vai logo dormir, sua mãe já avisou.

            - Pai, eu já disse que já vou, calma.

            - Olha como fala comigo menina.

            - Não disse nada demais, você sabem muito bem que não sou de faltar na escola, não sou de sair, não sou de tirar nota baixa, etc, e mesmo assim vivem pegando no meu pé quando estou no computador.

            - Estamos tentando te proteger.

            - Aaaah pai, me poupe vai. Eu sei bem os riscos que a internet oferece e pode ter certeza que não cairei em nenhum deles.

            - Se você diz… Espero que não caia mesmo.

            - Boa noite pai, quem precisa dormir é você.

            Gritei do meu quarto para encerrar o assunto e assim ele parar de me pressionar porque como disse, não sou de sair, nem de ir mal na escola e a única coisa que gosto ele reclama, ai ai, assim são os pais, não é mesmo? Isso me irrita. E como me irrita.

Audra

            Cheguei no trabalho 10 minutos atrasada, odeio quando isso acontece, me sinto impotente e odeio ouvir comentários dos outros funcionários, sempre tem aquela piadinha “Boa tarde Larissa” ou “Isso que dá ser patroa ein”, me da uma vontade louca de mandar a pessoa tomar naquele lugar logo pela manhã.

            Não sei se comentei, eu sou um poço de mau humor logo pela manhã, só vou ficando normal depois das 10, e olhe lá. Até meu mau humor ir embora, eu fico mergulhada na agenda, papeis ou computador. O pior é que sempre vem um engraçadinho encher o saco. Porém, com a cara de poucos amigos que sempre estou, logo eles se tocam da besteira que fizeram ao se aproximarem de mim e já falam logo, “Bom dia, volto daqui a pouco…”, e saem andando, quase que correndo.

            Por que não reclamam do meu comportamento?

            Como disse, tenho as costas quentes aqui no trabalho, minha mãe e meu patrão são namorados, claro que não é algo aberto para o público, mas eu não sou besta.

            Ah, que fique claro que eu não tenho regalias e nem faço o que quero e bem entendo aqui, eu sou uma boa funcionária e faço meu trabalho direito para não deixar motivo para falarem, a única coisa que quero, é que me deixem em paz até as 10 da manhã, custa?

            - Larissa, você pode vir um minuto aqui na minha sala?

            - Sim Pedro, só um minuto.

            Eu mereço, logo pela manhã já tenho que falar com o patrão. Espero não ter feito nada de errado, afinal, como disse, sou uma boa funcionária, mas sou humana e posso errar.

            - Bom dia Pedro, pode falar.

            - Bom dia. Olha, eu estava aqui analisando o relatório que você fez da contabilidade da loja do senhor Tanaka…

            - Hmmm…

            - … gostei muito de como você organizou tudo. Ficou tão fácil de entender, até ele que é leigo no assunto entendeu facilmente sem a necessidade de ficar explicando tudo.

            - Que bom.

            - Devido a esse seu destaque nos relatórios e também na sua organização de clientes, gostaria de saber se você está disponível para dar um treinamento aos assistentes de como fazer um relatório contábil simples e objetivo.

            - Claro Pedro, por mim não tem problema nenhum, mas isso vai atrapalhar meu horário de aula?

            - Claro que não, não precisa se preocupar. Outra coisa, eu fiz essa pergunta e estava esperando exatamente essa resposta que você me deu, isso porque eu queria concluir a conversa, mas ela dependia da sua resposta, e como a resposta foi positiva, a conclusão é a seguinte, eu criei o cargo de supervisor de assistente. E quero que você assuma esse cargo.

            - Eu?

            - Só um minuto. Tem mais alguém aqui? Brincadeira, você sim. Aceita?

            - Não sei se sou apta para esse cargo Pedro.

            - Nós dois sabemos que você não é modesta, sendo assim, não me faça insistir, lá fora tem muitos assistentes que matariam por essa sua chance.

            - Eu sei disso, mas como falei, tenho medo que isso atrapalhe meus estudos e também meu serviço.

            - Não irá, tecnicamente você irá até trabalhar menos.

            - Como isso? Terei que olhar 4 assistentes, isso não é trabalhar menos.

            - Mas pensa comigo, se você treiná-los bem, não vai precisar ficar em cima e tendo trabalho todo dia, você só irá analisar e corrigir alguns relatórios se necessário, sendo assim, pensando dessa forma, você trabalhará menos e ganhará mais.

            - Ganharei?

            - Claro, ou acha que ia te promover e deixar seu salário como está. A menos que você queira, se quiser, eu não irei me opor, pelo contrário, te agradecerei.

            - Ai, ai, se é assim, eu aceito Pedro, obrigada.

            - Eu que agradeço. Vamos as formalidades agora.

            Fiquei ainda mais uns 30 minutos na sala do Pedro para ele me falar das obrigações que meu cargo implicaria, horário, salário, etc.

            Depois disso, saímos e fomos dar a noticia para os funcionários, coisa que agradou muitos e desagradou mais ainda. Fazer o que, né?! Não se pode agradar Gregos e Troianos. Os que não gostaram muito da idéia foram os que costumam implicar sempre e fazer piadinhas, mas isso não me incomodava mais, se agora iria sobrar mais tempo para eu estudar e me dedicar mais, uns olhares feios não iam me matar.

            Depois do meu expediente corri para a faculdade, isso porque queria ver a hora em que a Sheila chegasse, não sei ainda o que ia fazer, e nem se ia fazer, mas não custava tentar.

Continua…

Nota: Oi amores da minha vida, eu sei que vocês devem estar querendo me matar, mas espero que vocês entendam que eu ando tão ocupadinha, eu não sei porque quis fazer outro curso, mas já que comecei, vamos nos dedicar não é mesmo?!! Mas não pensem que não vou me dedicar ao conto, claro que irei, e agora, mais do que nunca, já que peguei o ritmo da coisa, sendo assim, toda segunda-feira, promessa minha e da Audra, rs, pode correr para cá, que o continho estará atualizado e lindinho para vocês.
Ps. Saletinha, sua linda, não briga comigo não, tá?
Beijão da katinha aqui =)

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